O cigarro hoje é um dos maiores problemas de saúde no mundo, causador de doenças e mortes todos os dias. Depois da implantação da Lei Antifumo em São Paulo, várias cidades estudam adotar essa medida como Curitiba, Porto Alegre, e Chapecó.
O vereador Marcelino Chiarello, está com um projeto para implantação da Lei Antifumo em Chapecó. Prevê a proibição do consumo de cigarros, cigarrilhos, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco em ambientes fechados de uso coletivo privado ou público no município. Tem o objetivo de minimizar os danos que o vício do tabagismo têm causado para as pessoas que se utilizam do tabaco e preservar a vida dos fumantes passivos que sofrem por conviver em locais públicos com fumantes.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) existem cerca de 1,1 bilhão de fumantes no mundo. Além disso, 200 mil pessoas morem por ano vítimas do tabagismo, conforme dados da Organização Não Governamental Aliança Contra o Tabagismo. “O fumante passivo ingere substâncias muito mais tóxicas, adquirindo assim alergias e problemas respiratórios em geral, do que um fumante ativo, que possui maior risco de câncer”, afirma a enfermeira Ana Paula Lopes, do Centro Integrado de Saúde Grande Efapi em Chapecó.
O projeto de lei antifumo deve ser apresentado e votado na Câmara de Vereadores, mas já existem manifestações na sociedade. É o caso da estudante de Assistência Social da Unochapecó Patricia Vedana “Sem duvida concordo com a medida, afinal de contas se alguém quer morrer por causa do cigarro eu não sou obrigada a morrer junto, e não tem nada mais desagradável do que ir num lugar e ficar aturando o cheiro insuportável da fumaça.” Já o estudante de Agronomia da Unochapecó Primaques Martins Junior acha que “o fumante sabe respeitar os demais ao seu redor, não fumando próximo de pessoas não fumantes”. Ele afirma ser a favor da lei em locais fechados como bares e danceterias, “pois é desagradável a fumaça e o cheiro de cigarro para quem não fuma, além do cheiro que permanece nas roupas das pessoas”.
A enfermeira Ana Paula acrescenta que “deve-se procurar não agir de forma preconceituosa, pois se trata de um vicio como o das drogas ilícitas, sendo que o fumante perceberá também que está convivendo com uma sociedade antitabagista”.